Por que se usa aliança no quarto dedo e qual o significado?

Algumas histórias têm explicações diferentes. Existem muitas versões para o costume da aliança como símbolo de compromisso, mas nenhuma foi realmente comprovada.

Os antigos egípcios, em 2.800 a.C., foram os pioneiros de um dos maiores símbolos do compromisso atual.  Reza a lenda que o acessório circular – e portanto sem ponta, sem fim – foi a maneira encontrada pelos apaixonados egípcios para simbolizar o amor infinito e que deveria ser carregado para a vida toda. As  alianças tinham um significado sobrenatural, pois acreditava-se que uniam o casal com amor eterno. E é desse povo que vem a teoria mais aceita para a origem da aliança como conhecemos hoje. Elas eram provindas do antigo costume egípcio de colocar no dedo da noiva um anel que substituía as moedas em tempos em que elas ainda não eram cunhadas. Com isso demonstrava-se que ela estava sendo adquirida através da riqueza do seu marido.

Gregos e os romanos, tendo provavelmente por origem um costume hindu de usar um anel para simbolizar o casamento, acreditavam que no quarto dedo da mão esquerda passava uma veia (vena amoris) que estava diretamente ligada ao coração, costume culturalmente seguido até aos dias de hoje. Então, a aliança colocada sobre essa veia estaria também ligada ao símbolo do amor. Na Grécia, as alianças de noivado e casamento eram usadas como selos e símbolos de posse e fortuna. Alguns deles serviam de chaves para os quartos onde os bens de um homem eram armazenados. No casamento, cópias delas eram dadas para as noivas, criando-se o costume de dar à esposa um anel. Sendo que esse não era dado na cerimônia, mas depois que a mulher fosse erguida sobre a entrada da casa. Presenteá-la com a chave demonstrava confiança e era um amuleto que reforçava que dali em diante eles dividiriam todas as suas posses.

No início a aliança era tida como um certificado de propriedade da noiva, ou de compra da noiva, indicando que a mesma não estava mais disponível para outros pretendentes. A partir do século IX, a igreja cristã adoptou a aliança como um símbolo de união e fidelidade entre casais cristãos.

Muitas crenças nasceram então, como, por exemplo, o fato de os escoceses dizerem que a mulher que perde a aliança está condenada a perder o marido. Na Inglaterra medieval, a noiva usava inicialmente a aliança no dedo polegar (era moda nessa época) e no casamento o noivo ia mudando a aliança de dedo, enquanto recitava “Em nome do pai, do Filho e do Espírito Santo”. A cada menção, um dedo. Assim, do polegar chegava ao anelar e aí permanecia para sempre. Ainda na Inglaterra os documentos mais antigos falam de alianças nupciais feitas de ferro, aço, prata, cobre, bronze, couro e junco. Em 1217 o bispo de Salisbury, Richard Poore, publicou uma lei proibindo a troca desses anéis sob o argumento de que “nenhum homem deveria se utilizar disso para seduzir jovens virgens, através de celebrações dissimuladas, pois ele pode não estar realmente preparado para o matrimônio”. Se o jovem colocasse o anel na noiva em presença de testemunhas e publicamente declarado que a teria como sua esposa, a lei e a igreja tomariam o casamento como uma união real. Após a guerra civil inglesa os puritanos pregaram contra o uso das alianças, alguns proibindo até seu o uso em casamentos. O anel era obviamente uma jóia e, por isso, um objeto diabólico.

Nas lendas irlandesas, o anel serve como meio de reconhecimento, símbolo de uma força ou mesmo de um laço que nada pode romper. Outra é a de que o dedo anelar, da mão esquerda é o menos utilizado de todos os dez dedos. Dessa forma, a aliança ali corria menos riscos e estava mais protegida. Assim, também o amor do casal.

Até o século XIII não havia aliança de noivado ou compromisso. O Papa Inocente III declarou que deveria haver um período de espera que deveria ser observado entre o pedido de casamento e a realização da cerimônia matrimonial. É por isso que hoje existe um anel de noivado e depois a aliança de casamento. O primeiro anel de noivado de que se tem notícia foi aquele dado pelo Rei da Alemanha, Maximiliano I, a Mary de Burgundy em 147, simbolizando união duradoura. Ela recebeu do noivo um anel de diamante e uma aliança de ouro.

No entanto, a melhor explicação vem dos chineses:

Tipos de aliança

  • Aliança de compromisso – é um anel de prata utilizado por namorados no Brasil para demonstrar fidelidade e seriedade do namoro. Demonstra que o namoro é sério, embora no momento ainda não tenham a intenção de se casar. São são usadas no dedo anelar da mão direita e, na ocasião do noivado, substituídas pelas alianças de noivado.
  • Aliança de noivado – embora hoje poucos casais fiquem noivos, o anel em ouro é o mesmo do casamento e significa apenas maturidade no relacionamento e algum compromisso e é definido como o anúncio público de que duas pessoas pensam casar-se.  Usa-se no dedo anelar da mão direita significando compromisso. Normalmente, não deve demorar mais que um ano, período importante porque para os noivos se conhecerem melhor e verem se realmente se ajustam. É um teste antes do passo final.
  • Aliança de Casamento – em ouro. No dia do casamento, o noivo leva as duas alianças com ele (já polidas e com a data do casamento gravada) e estas serão trocadas durante a cerimônia. Após a cerimônia o noivo e a noiva passarão a usar as alianças no dedo anular da mão esquerda.

Bodas e suas alianças

Cada ano vivido pelo casal é chamado de bodas. Seu significado é reavivar o compromisso de amor e de companheirismo efetuado a dois no ato do casamento. Existem três delas que se destacam e que são comemoradas pelo casal e familiares:

  • 25 anos – geralmente se faz uma missa para comemorar e coloca-se um fio de prata ao redor das alianças.
  • 50 anos – duas alianças conjugadas, com diamante.
  • 75 anos – coloca-se diamantes ao redor das alianças ou em uma parte das mesmas, de acordo com a disponibilidade econômica do casal.

Dicas para escolher as alianças

  • Pessoas com dedos finos ficam melhor com alianças achatadas;
  • Quem tem mão grande não fica bem usar uma aliança muito fina, pois dará a impressão de algo perdido na mão. O ideal é uma aliança de largura média, com ou sem algum design na peça;
  • Dedos compridos podem usar alianças com design diagonal para dar idéia de largura maior;
  • Uma mão pequena fica bem com uma aliança que tenha diversas pedrinhas, colocadas em linha;
  • Dedos mais grossos podem usar alianças largas, mas que não sejam boleadas (arredondadas) pois estas fazem muita pressão nos dedos.
  • Pedras maiores combinam com mãos maiores.

Curiosidade: Anel para assumir que se é solteiro!

Alianças e anéis de compromisso ganharam em 2008 um adversário à altura: o singelringen, ou “anel para solteiros”, que indica que o portador integra o time dos descompromissados.

Sucesso em países como Suécia (onde surgiu), Japão, Finlândia e Dinamarca, entre outros, o singelringem sinaliza ao mundo o status de solteirice assumida e tem acumulado adeptos pelo mundo.

O Singelringen é unissex. Formado por um aro externo em acrílico turquesa moldado sobre um anel de prata. Como detalhe especial, possui um recorte no acrílico que permite que o brilho da prata apareça. Este recorte, em forma de meia lua, significa que o usuário está “aberto” a novas amizades e relacionamentos. O curioso é que, quando colocado lado a lado de outro Singelringen, forma-se um círculo completo.

O Singelringen sinaliza que ser avulso ou solteiro é uma vida de possibilidades e não um problema a ser resolvido.


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Sobre reitigre

Tigre, tigre, brilho incandescente dentro das florestas à noite Que imortais mãos ou olhos Poderiam moldar tão temível simetria? Em que distante profundezas ou céus Queimam o fogo dos teus olhos? Em que asas veio essa chama? Que mãos ousam tocar nesse fogo? E qual ombro e qual arte? Poderia mudar as fibras do teu coração? E quando teu coração começou a bater Qual horrível mão teria forjado seus pavorosos pés? Qual martelo? Qual corrente? Em que fornalha estava teu cérebro? Que bigorna? Que terrível abraço Ousou conter teu horrível terror? E quando as estrelas desferiram seus raios, e inundaram os céus com as lágrimas delas, Ele sorriu por Seu trabalho ver? Aquele que criou o cordeiro também Te fez? Tigre, tigre, brilho incandescente dentro das florestas à noite Que imortais mãos ou olhos Ousaram moldar tão temível simetria?
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