Pagando por sexo

Autor: Brown, Chester

Editora: Martins Fontes

Páginas: 296

A obra de Brown configurou em primeiro lugar nas lista dos mais vendidos do New York Times e não foi à toa. O livro possue introdução de Robert Crumb (outro grande monstro dos quadrinhos e com obras tão controversas quanto esta) e trata-se de uma auto biografia do Sr. Brown no período de 1996 à 2008. Período conturbado na vida do autor que se viu ao final de um namoro e passou a refletir sobre relacionamentos amorosos. Na verdade o autor não sentia falta deste tipo de relacionamento. O amor de seus parentes e amigos suprimia sua carência afetiva.

Mas tinha algo que seus amigos e parentes não poderiam substituir: SEXO. E aí começam as aventuras e desventuras relatadas no livro. A dúvida sobre este tipo de sexo, o primeiro encontro, a legalidade da atividade e todas as reflexões feitas pelo autor nos leva à uma jornada neste mundo do sexo por dinheiro.

A experiência de anos se relacionando com prostitutas estão contidos nesta obra magnífica. O traço simplista do Sr. Brown (impressionante como do início ao fim os personagens não mudam sua fisionomia facial e ainda assim percebemos seus sentimentos) e a narrativa direta nos dá uma obra agradável e nos impele uma vontade de virar cada uma das páginas para sabermos como vai se desenrolar a história.

Mas o que mas difere esta obra de outras que tratam do assunto são as reflexão de Chester a respeito deste tipo de relacionamento. Ele não é somente um usuário do sexo pago. Ele renegou totalmente o amor romântico. E o melhor: não escondeu o fato de seus amigos ou parentes o que nos dá excelentes diálogos sobre como o autor defende o seu ponto de vista sobre pagar para ter felicidade e como o amor romântico não existe, ou se existe, não vale a pena.

Bom, a verdade é que se você acha que vale a pena ou não pagar por sexo é com você. O que não pode ser questionado é que vale a pena adquirir esta obra.

Sobre reitigre

Tigre, tigre, brilho incandescente dentro das florestas à noite Que imortais mãos ou olhos Poderiam moldar tão temível simetria? Em que distante profundezas ou céus Queimam o fogo dos teus olhos? Em que asas veio essa chama? Que mãos ousam tocar nesse fogo? E qual ombro e qual arte? Poderia mudar as fibras do teu coração? E quando teu coração começou a bater Qual horrível mão teria forjado seus pavorosos pés? Qual martelo? Qual corrente? Em que fornalha estava teu cérebro? Que bigorna? Que terrível abraço Ousou conter teu horrível terror? E quando as estrelas desferiram seus raios, e inundaram os céus com as lágrimas delas, Ele sorriu por Seu trabalho ver? Aquele que criou o cordeiro também Te fez? Tigre, tigre, brilho incandescente dentro das florestas à noite Que imortais mãos ou olhos Ousaram moldar tão temível simetria?
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