6 Técnicas de Lavagem Cerebral Que Estão Usando Em Você Neste Exato Momento

Para fazer lavagem cerebral não são necessários equipamentos de ficção científica ou aquela bobagem de hipnotismo do [livro] Manchurian Candidate. Há todo tipo de técnicas testadas e aprovadas que qualquer um pode usar para passar por cima da parte pensante do seu cérebro e ativar um interruptor dentro dele que diz “OBEDEÇA”.
Ah, eu sei que você o que você está pensando. “Claro, basta fazer um anúncio com alguns bons e velhoss peitos! Isso convence qualquer um!”
Embora isso realmente seja verdade…

…eles têm um arsenal completo de técnicas de manipulação que vão muito além do mais convincente dos seios. Técnicas como…

 

 N° 6. ENTOAR SLOGANS

Cada líder de culto, sargento instrutor, guru de autoajuda e político sabe que, se você quiser calar todos os incômodos pensamentos de dúvida em uma multidão, você deve fazê-los entoar uma frase ou um slogan. Estas são chamadas de técnicas para bloquear o pensamento, porque, para o bem ou para o mal, elas fazem exatamente isso.

Soa mais ou menos assim:

“Agora repitam comigo, galera!”

“MAIS QUATRO ANOS! MAIS QUATRO ANOS! MAIS QUATRO ANOS!”

“Um, dois , três, quatro, Eu, Amo, O Exército. Um, dois…”

Por que isso funciona:
A parte “analítica” do seu cérebro e a parte das “tarefas repetitivas” tendem a operar em regiões diferentes. Mas você não precisava que um especialista te disse isso. Você sabe que você não consegue resolver um quebra-cabeça de lógica complexo se eu te forçar a gritar o repetidamente o refrão daquela música do Chumbawamba ao mesmo tempo.

Vai lá, tenta!

Meditação funciona do mesmo jeito, com cânticos ou mantras destinados a “acalmar a mente”. Desligar aquelas vozes resmungonas dentro da cabeça é útil para ajudar indivíduos estressados, mas ainda mais útil para um cara que quer desligar uma plateia cheia de vozes internas resmungonas sugerindo que o que ele está falando talvez seja retardado.
Visto recentemente em:
Em convenções políticas, perceba como eles treinaram as audiências para preencher os espaços entre os aplausos com cânticos (“BRASIL! BRASIL! BRASIL!”), ao invés de, digamos, um silêncio pensativo para avaliar com cuidado o que o orador acabou de dizer.
Além disso, aqueles que já trabalharam no Wal-Mart devem estar familiares com “ritual” de animação antes de cada turno:

O mesmo acontece em comícios.

Eles costumavam sacrificar um bode no final, mas as organizações de proteção aos animais puseram um fim nisso.

 Nº 5. ENFIAR MENTIRAS NO SEU SUBCONSCIENTE

A ascensão dos portais de notícias na internet deu a luz a uma técnica completamente nova e astuta de inserção de besteiras. O que Eles (e daqui pra gente, “Eles” com E maiúsculo quer dizer todo mundo que recebe um cheque por manipular a sua opinião) notaram que a maioria das pessoas não lê as histórias, apenas passando pelas manchetes. E existe um meio de tirar proveito disso, baseado na maneira como o cérebro registra as memórias.
O site americano Drudge Report vive disso. Uma única fonte anônima informa alguns blogs de notícias que, sigamos, o Senador Smith é secretamente o dono de uma casa de prostituição gay em Nova Orleans. O site publicará a seguinte manchete:

NOVAS DÚVIDAS SOBRE O BORDEL SECRETO DE SMITH
Ou talvez eles adicionem um ponto de interrogação no final:

SMITH: MESTRE SECRETO DE UM BORDEL GAY?
Não importa que a manchete mencione apenas “dúvidas” sobre o bordel. A ideia foi plantada, e dois meses quando alguém perto do bebedouro mencionar o Senador Smith, você vai dizer, “O cara do bordel gay, né?”

Soa mais ou menos assim:

“QUAL É A LIGAÇÃO DE OBAMA COM OS EXTREMISTAS DE ESQUERDA?

“TOYOTA PRIUS – DESPERDIÇA MAIS QUE UM HUMMER?”

“OFICIAL DIZ QUE A QUE A QUEDA DAS TORRES GÊMEAS PERMANCE ‘INEXPLICADA’”

Por que isso funciona:
Eles chamam isso de “Amnésia de Fonte”. Por exemplo, você sabe o que é um coiote, mas você provavelmente não se lembra exatamente como você aprendeu esta informação. A capacidade de armazenamento do cérebro é limitada, então ele armazena a parte importante (que um coiote é um animal pequeno e feroz) mas descarta o contexto trivial, como quando e onde você aprendeu isso (no Discovery Channel, provavelmente).

Na era da internet e do excesso de informações, este é um mecanismo que Eles podem explorar muito facilmente. O que Eles descobriram é que um pedaço de informação – digamos, rumor horrível sobre um político – pode ser apresentado com todo tipo de detalhes (um ponto de interrogação, uma referência a uma péssima fonte, o termo “não confirmado”) mas frequentemente o cérebro só vai lembrar do rumor horrível e vai esquecer completamente os detalhes.

E olha só: Isso acontece mesmo que a manchete seja especificamente sobre o rumor não ser verdadeiro.

Você verá isso diariamente, em todo ciclo eleitoral. O objetivo principal de jogar um rumor sem fundamento na imprensa é forçar o oponente a negá-lo. Por quê? Porque Eles sabem que a negativa funciona tão bem quanto a acusação. Graças à Amnésia de Fonte, para milhões de pessoas, todas essas três manchetes…

SMITH NEGA RUMORES SOBRE BORDEL GAY

SMITH SE NEGA A COMENTAR OS RUMORES SOBRE BORDEL GAY

SMITH ADMITE BORDEL GAY

…são lembradas exatamente do mesmo jeito.

Visto recentemente em:

Durante as prévias das eleições presidenciais americanas em 2008, o site Drudge Report publicou uma foto de Barack Obama vestindo um turbante. Em baixo dela estava uma manchete inflamatória sobre como era nojento que os cabos eleitorais de Clinton estivessem espalhando uma imagem assim.
Mas uma parcela imensa das pessoas que viram essa figura só se lembraram da imagem (meses depois, 13% dos eleitores ainda achavam que ele era muçulmano). É essa a ideia.

N° 4. CONTROLAR O QUE VOCÊ ASSISTE E LÊ

A restrição do material que pode ser lido e/ou assistido é comum em praticamente todo culto. Aqui na internet, todos nós ouvimos histórias de terror sobre a Cientologia, que chega ao ponto de filtrar o acesso à internet de seus membros. Obviamente, a ideia é isolar os membros de quaisquer pontos de vista diferentes, para mantê-los andando na linha.
Esta técnica funciona tão bem no mundo dos cultos quanto fora dele, mas Eles têm que ser mais sutis. Basta jogar um pouquinho de veneno no poço, é só isso.

Soa mais ou menos assim:
“Claro que o público é mal informado! Eles estão lendo aquele lixo de mídia liberal feita para o povão!”
“Claro que o público é mal informado! Eles estão assistindo à Fox News e outros lixos na mídia corporativa do povão!”

Por que isso funciona:
Estudos mostram que o cérebro é “programado” para sentir um rápido prazer ao ler coisas que concordam com nosso ponto de vista. Os mesmos estudos provaram que, estranhamente, nos também sentimos um barato ao refutar intencionalmente informações com as quais discordamos, não importa o quão bem fundamentadas elas estejam. Sim, nosso cérebro nos recompensa por sermos filhos da puta de mente fechada.
Então, com um pequeno estímulo, os seguidores vão se trancar felizes nos mesmos estúdios à prova de som de rádios políticas, blogs e canais de notícias da TV a cabo que lhes dêem aquele barato de “Eles concordam COMIGO!”.
Isto não teria sido possível nem mesmo vinte anos atrás. Eu cresci nos anos 80, em uma casa com três redes de televisão. Três. Nós tinhamos um jornal, o local. Você não tinha a opção de escolher entre notícias conservadoras ou notícias liberais. No meu tempo você aceitava o que tinha e agradecia por ter, caramba.

Hoje eu passo por quase todos os meios de comunicação já inventados só pra ver as minhas malditas notícias de videogames.
E agora, aquela explosão dos canais de notícias 24-horas da TV a cabo e, depois, da internet e da blogosfera, criou esses universos paralelos de meios de comunicação de Direita contra os de Esquerda, todos completamente equipados com seus próprios exércitos de publicação.
E em cada um deles o assunto predileto para discussão é o quão corrupto e ridículo o outro lado da mídia é. Eles têm até grupos de “cães de guarda” que existem exclusivamente para o propósito de massacrar uns aos outros (no Brasil esse fenômeno existe, porém é um pouco mais obscuro, pois os veículos de mídia, embora muitas vezes amplamente tendenciosos, evitam assumir “tomar partido”, criando uma falsa impressão de imparcialidade).

Visto recentemente em:
Nas eleições presidenciais americanas em 2008, quando uma entrevista com o então candidato John McCain no canal de TV a cabo MSNBC ficou tensa, ele respondeu a uma questão acusando abertamente o repórter de ser um operário do lado adversário:

Alguns dias depois sua campanha chamou o New York Times de uma “Organização de defesa pro-Obama”.
Esta técnica é relativamente nova, mas você a verá cada vez mais em eleições futuras. O candidato vai ignorar o repórter fazendo as perguntas e vai dizer aos seus aliados: “Estes caras trabalham para o inimigo, não acredite em nada que eles dizem. As mentiras deles só servem para envenenar sua mente”.

Nº 3. MANTER VOCÊ NA LINHA FAZENDO COM QUE SINTA VERGONHA


Na faculdade, eu venci vários debates formais usando minha técnica patenteada de simplesmente repetir o argumento do meu oponente com voz aguda e em tom de deboche enquanto chacoalhava meus dedos pelo ar. Não tem como se defender. Eles chamam isso de “falácia  do apelo ao ridículo
(http://changingminds.org/disciplines/argument/fallacies/appeal_ridicule.htm). Ao que eu simplesmente responderia, “Uuuuuh, falácia do apelo ao ridículo! Bem, eu tenho um ‘falo’ que você pode ‘ver’ bem aqui, crianção.”
Os profissionais têm métodos mais sofisticados, mas no fim eles resultam na mesma técnica. “Eles” sabem que se você puder insinuar que uma ideia é ridícula, normalmente o ouvinte não vai nem se dar ao trabalho de examiná-la com mais cuidade para descobrir se isso faz sentido.
Afinal, pra que perder tempo com algo que é ridículo? Só uma pessoa ridícula faria isso! E vocênão é ridículo, é?

Soa mais ou menos assim:
“Agora eles estão dizendo – prestem atenção pessoal – que o aquecimento global é causado pelos peidos das vacas! Essa é boa!”
“E então eles disseram que a gente pode economizar combustível calibrando os pneus! Nem que eu quisesse eu conseguiria inventar algo assim, caras!”

Por que isso funciona:
Não é nenhum segredo que você pode colocar o cérebro de uma pessoa em curto-circuito com a vergonha. Quantos de nós não fomos induzidos a fazer algo idiota no colegial por que estavam tirando sarro da gente? Ora! Até hoje eu tenho uma tatuagem do Dokken nas costas. Mas por que isso funciona? Bem, existem essas partes primitivas na parte inferior do nosso cérebro que se chamam amídalas que controlam reações básicas, emocionais. É de lá que vêm coisas como o desprezo e a vergonha, e estimular essas partes pode desligar completamente a parte analítica do seu cérebro. A turma te chama de covarde e, quando você vê, você está com um rojão aceso entre as nádegas. É isso aí, você mostrou quem manda!
Você pode agradecer à evolução por isso. Lá no passado, quando os humanos começaram a formar grupos e tribos, a posição social era tudo. Era o que garantia comida, proteção e mulheres (isto é, uma chance de passar seus genes adiante). A zombaria começou como um meio de obrigar todos a “andar nos conformes” para mantê-los na linha.
Fazer com que uma pessoa, uma ideia ou um comportamento fosse alvo de zombaria o colocava em uma posição social mais baixa e deixava claro que qualquer um associado com aquilo compatilharia daquela posição, deixando-os fora das caçadas/refeições/sexo que faziam a vida na tribo valer a pena. Milhares de anos depois, uma boa dose de zomabaria pode desligar o raciocínio crítico e nos colocar na linha, sem fazer perguntas.

Visto recentemente em:
Voltamos novamente às eleições presidenciais norte-americanas de 2008, e novamente vemos que os dois lados são culpados.
Os palestrantes que falaram na Convenção Nacional Republicana se divertiram bastante zombando de Barack Obama por ele ter sido um “organizador comunitário”, arrancando risos da platéia e sutilmente pulando a parte em que eles explicariam o que é um organizador comunitário e porque isso é ridículo.E é claro que o outro lado fez a mesma coisa com a idade do McCain…
…como se ter vivido muito tempo fosse algo naturalmente idiota.

Nº 2. FAZER COM QUE TUDO SEJA OU PRETO OU BRANCO

Ouça uma discussão entre seus amigos. Qualquer uma. Ouça um cara dizendo que John McCain é um Fascista enquanto o oponente dele diz que Barack Obama é um Comunista. Observe como mesmo fãs do mesmo time de futebol se dividem amargamente sobre se o novo zagueiro vai ser “ótimo” ou “um lixo”.
Nunca nada no meio do caminho. Todo mundo é amigo ou inimigo, toda banda é fantástica ou péssima, preto e branco, nada no meio. Eles (“E” maiúsculo) amam isso, porque Eles podem te convencer a escolher o lado deles, ou a opção completamente retardada no extremo oposto.

Soa mais ou menos assim:
“Nós vamos lutar? Ou vamos correr como covardes?!?”
“Você não é a favor da pena de morte? Então você quer que os assassinos andem livres por aí!”
“Você vai pra boate de strip com a gente ou você é bicha?”

Por que isso funciona:
Por termos evoluído a partir de criaturas que estavam sempre em perigo de serem comidas vivas, nosso cérebro foi construído em cima de uma fundação muito simples: o mecanismo de “lutar ou fugir”. Isso faz com que possamos tomar decisões na velocidade da luz limitando qualquer situação a duas opções. Qualquer um que preferisse parar e pensar sobre as sutilezas da situação acabaria no sistema digestivo de um tigre dente-de-sabre.
Avance milhares de anos e você encontrará uma humanidade com cérebros muito mais sofisticados, mas que ainda prefere escolhas do tipo tudo-ou-nada quando colocados sob pressão.

Por isso, se alguém quiser passar por cima do seu circuito de raciocínio crítico, tudo que ele precisa fazer é te deixar com medo ou ansioso, normalmente com uma ameaça iminente (“Nós precisamos agir agora ou perderemos nosso estilo de vida!”).
Ao invés de ponderar a situação com o neocórtex analítico, você agora está usando o sistema límbico primitivo, vasculhando o cenário para saber que é o passo “certo” e o “errado”. Você não terá paciência para conversinhas fiadas sobre “uma gama de opções”.

Visto recentemente em:
Depois do trauma do 11 de setembro, os Estados Unidos arrastaram a sutileza para um beco e deram um tiro na cabeça dela.
Mas você não pode nos culpar. Afinal, toda a nossa porcaria de mitologia e cultura popular são baseadas nesta ideia. Há o lado negro da força e o lado da luz. Escolha seu caminho! Agora! Não existe a droga de um lado cinza, Luke!
Agora, por pior que esta seja, e você poderia defender que 80% das escolhas estúpidas que os humanos fazem é por causa dessa, existe uma ainda mais poderosa. É uma variação dessa e é, de longe, a melhor maneira de fazer com que humanos pensantes ajam como cachorros treinados.

N° 1. PEITOS

Não, além dessa.

Eu estou falando sobre…

Nº 1. “NÓS CONTRA ELES” 

Claro, todos nós conhecemos os exemplos óbvios, eles estão escritos em toda parte nos livros de história, com sangue e buracos de bala. Racismo, genocídio, caricaturas assustadoras em pôsteres militares.Mas Eles descobriram que a mesma técnica que funciona tão bem para induzir as pessoas a entrar num frenesi apocalíptico assassino, pode ser usada para te vender carros, ou hambúrgueres, ou computadores.

Soa mais ou menos assim:
“O coração da América não está em Hollywood! Ele está bem aqui em [insira o nome da uma cidade pequena]!”
“Você pode ouvir o que eu tenho a dizer ou enterrar sua cabeça na areia com o resto do gado!”
“Você tem um Nintendo Wii? Você é um bebê ou só é retardado mesmo?”

Por que isso funciona:
Basicamente, nós somos projetados pela evolução para formar tribos. Quanto mais estresse sentimos, mais nós amamos e nos sentimos ligados àqueles que parecem e soam como nós, e mais nós odiamos aqueles que não. É só um velho mecanismo de sobrevivência, pois os caras da antiguidade que não demonstrasse este tipo de lealdade cega eram mortos pelas tribos violentas formadas por aqueles que o demonstravam.
Por isso hoje em dia nós lidamos com essa desumanização mesquinha de qualquer um fora do nosso grupo (“hippies”, “caipiras”, “crentes”, “nerds”, “otários”, “burgueses”, “bichas”, “trogloditas”, “infiéis”, “fanáticos”, “marginais”, “playboys”, “haters”).
Eles podem se aproveitar destes instintos primitivos até para as finalidades mais retardadas, como uma batalha pela lealdade a uma marca (as guerras de internet entre os fãs do Playstation 3, Xbox 360 e Nintendo Wii fazem com que você queria arrancar seus olhos com as unhas).
Mas pra que esta técnica realmente funcione, não basta que Eles definam seu grupo. Eles têm que definir seu grupo como sendo o grupo de elite, um farol brilhante em um mundo entupido com hordas de mentes-fechadas. Os itens desta lista funcionam melhor quando combinados e você vai perceber que aqui também são usados aqueles elementos de zombaria e isolamento dos pontos-de-vista diferentes sobre os quais falamos antes (para que ouvir os pontos-de-vista de seres inferiores?). Normalmente isso é utilizado junto com palavras de entusiasmo (“O mundo inteiro enlouqueceu, mas nós temos que defender o bom senso, pessoal! Somos nós contra o mundo!”).

Visto recentemente em:
Assista a cinco segundos de um discurso de campanha eleitoral. Todos os lados fazem a mesma coisa.
No discurso da convenção de Sarah Palin, ela falou sobre como as pessoas de cidades pequenas são as melhores do mundo (“As pessoas boas são criadas nas nossas cidades pequenas, com honestidade, sinceridade e dignidade”). Antes, nas primárias, a campanha de Hilary Clinton fez a mesma coisa, falando sobre como as cidades pequenas eram a espinha dorsal da América, onde pessoas honestas de verdade eram encontradas. Sempre há o lembre implícito de que este pessoal do campo está sob ameaça daquelas pessoas falsas, bizarras e assustadoras da cidade grande.
Por outro lado, quando discursando para as pessoas da cidade grande, Barack Obama fez aquela infame referência às mesmas pessoas de cidades pequenas, dizendo que elas se agarravam às armas e à religião, falando sobre elas como se fossem selvagens que deveriam ser estudados à distância, cm binóculos, de cima de um torre, como se houvesse alguma doença caipira que precisava ser curada pelos iluminados.

Não apenas o “Nós contra Eles” é o primeiro e mais importante da lista, mas é também a soma e o objetivo final de todos os outros. Atrair você para a tribo correta é o que Eles mais querem, porque eles não têm como conseguir nada sem os membros da tribo.
Se nós não encontrarmos um meio de resistir, isso pode levar o mundo a ser carbonizado em uma ruína radioativa. E você sabe o que mais nós perderemos se isso acontecer?

Os peitos.


Sobre reitigre

Tigre, tigre, brilho incandescente dentro das florestas à noite Que imortais mãos ou olhos Poderiam moldar tão temível simetria? Em que distante profundezas ou céus Queimam o fogo dos teus olhos? Em que asas veio essa chama? Que mãos ousam tocar nesse fogo? E qual ombro e qual arte? Poderia mudar as fibras do teu coração? E quando teu coração começou a bater Qual horrível mão teria forjado seus pavorosos pés? Qual martelo? Qual corrente? Em que fornalha estava teu cérebro? Que bigorna? Que terrível abraço Ousou conter teu horrível terror? E quando as estrelas desferiram seus raios, e inundaram os céus com as lágrimas delas, Ele sorriu por Seu trabalho ver? Aquele que criou o cordeiro também Te fez? Tigre, tigre, brilho incandescente dentro das florestas à noite Que imortais mãos ou olhos Ousaram moldar tão temível simetria?
Esse post foi publicado em Upgrade e marcado , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s