Como enrolar fones de ouvido

Fones de ouvido são uma das 7 maravilhas do mundo pós-moderno onde tudo o que nós não queremos é interagir com as pessoas ao nosso redor. Que atire a primeira pedra quem nunca começou a escutar música em um local fechado para não ter de falar com ninguém. Ou que fez o mesmo em um local aberto usando óculos de sol. Esses dois itens têm um poder absurdo de te desligar do mundo. Amém!
Quando o fone está novo, geralmente vem todo enroladinho e com um arame para prender. Por uns dois dias você tenta manter a organização, mas no terceiro dia é inevitável que o negócio comece a desandar. E vira num puxa, estica, enrola, desenrola, embola, contorce, dá pra perder umas calorias só nesse trabalho.
E, no fim das contas, o treco vira isso:

Foi pensando neste infortúnio do nosso dia-a-dia que trouxemos não 1, mas 2 técnicas de amarração de fone de ouvido que são muito mais eficazes que as de trago-amor-em-3-dias. Dá uma olhada:
Essa primeira se chama “chifre de diabo”, o que por si só já é suficiente para chamar nossa atenção. O nome é do coisa ruim, mas a técnica é bem fácil.

“chifre de diabo”

A parte boa é que é rapidinha, mas exige um pouquinho de coordenação motora para passar de um dedo a outro sem se embolar. Também fique ligado no comprimento do fio no final para enrolar e dar o arremate no embrulho. Com o tempo, você vai percebendo qual é a melhor distância para o seus dedos.
A segunda técnica não tem nome, mas eu chamo de “guirlanda”, porque estamos na época do Natal e é uma escolha menos mórbida que “coroa de flores de enterro”. Preste atenção!

“guirlanda”

Essa técnica é um pouquinho mais demorada, e exige que você tenha um alto controle da situação para não escapar tudo da sua mão. A melhor parte é que fica um embrulho bem compacto, que dificilmente vai desmanchar, mesmo se ficar no seu bolso ou perdido dentro da mochila.


Sobre reitigre

Tigre, tigre, brilho incandescente dentro das florestas à noite Que imortais mãos ou olhos Poderiam moldar tão temível simetria? Em que distante profundezas ou céus Queimam o fogo dos teus olhos? Em que asas veio essa chama? Que mãos ousam tocar nesse fogo? E qual ombro e qual arte? Poderia mudar as fibras do teu coração? E quando teu coração começou a bater Qual horrível mão teria forjado seus pavorosos pés? Qual martelo? Qual corrente? Em que fornalha estava teu cérebro? Que bigorna? Que terrível abraço Ousou conter teu horrível terror? E quando as estrelas desferiram seus raios, e inundaram os céus com as lágrimas delas, Ele sorriu por Seu trabalho ver? Aquele que criou o cordeiro também Te fez? Tigre, tigre, brilho incandescente dentro das florestas à noite Que imortais mãos ou olhos Ousaram moldar tão temível simetria?
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